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O
convite
Tudo começou com um telefonema da nossa equipe: "Tonhão,
gostamos tanto de sua matéria sobre trekking na Serra da
Mantiqueira (ed. 129), que vamos te fazer um convite indecoroso...
Pronto para mais uma aventura?" O objetivo era conhecer a pouco
explorada travessia que parte de Campos Novos de Cunha e acaba em
Mambucaba. Não tinha como recusar. Nós nunca havíamos
escutado falar dessa travessia, ao contrário das já
famosas que partem de São José do Barreiro, Areias
ou Bananal, também chamadas de "Trilho do Ouro".
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A
história
No começo do século 17, os bandeirantes e os aventureiros
que chegavam da Europa aproveitavam os caminhos dos índios
Guaianás, que ligava a Baía de Paraty (RJ) ao vale
do Rio Paraíba (SP), para explorar o interior do país.
Em abril de 1674, Fernão Dias Paes partiu de São Paulo
com seu filho e seu genro em busca de pedras preciosas no interior
das Gerais - atual Estado de Minas Gerais - vencendo a Serra da
Mantiqueira e a partir de Guaratinguetá, estabelecendo o
Caminho Velho.
Com
o Caminho Velho construído, começou um intenso tráfego
de aventureiros independentes e, coma prova definitiva das riquezas
das Gerais, cresceu a atenção e o interesse da coroa
portuguesa. Fixou-se uma nova rota partindo da cidade do Rio de
Janeiro, cortando pela Serra dos Órgãos e diminuindo
a viagem em até 20 dias: o Caminho Novo. Juntos, esses caminhos
são chamados de Estrada Real.
Posteriormente,
Portugal estabeleceu pedágios e proibiu a abertura de novas
rotas. O minério era escoado em lombos de animais ou nas
costas de escravos, em grandes cestos de palha, os balaios. E mantimentos,
por sua vez, eram transportados para as Gerais no sentido oposto.
Mas
era justamente esse alto controle de Portugal que os comerciantes
tentavam evitar, por isso abriram-se rotas alternativas ilegais
na tentativa de fugir da fiscalização. Muitas delas,
ainda preservadas, são conhecidas como Trilha do Ouro.
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