
Prédio
construído em 1811
Tombado
pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico
do Estado de São Paulo em 1991, o Centro Urbano
de Bananal preserva inúmeros sobrados e conjuntos
arquitetônicos representativos de meados do século
passado.
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O vale do rio
Paraíba sempre esteve nas principais rotas dos viajantes no
Brasil Colonial. A ocupação da região data do final do século
XVII e início do século XVIII, quando o ouro que vinha das
Minas Gerais passava por ali, atravessando a Serra do Mar
em direção ao porto de Paraty, para ser embarcado para o Rio
de Janeiro e Europa. Ao longo deste percurso, foram aparecendo
povoados que serviam de pouso para viajantes e tropeiros.
A abertura
de um novo caminho ligando às minas diretamente ao Rio de
Janeiro quase resultou no desaparecimento desses pequenos
núcleos. No entanto, com a descoberta de ouro em Goiás e Mato
Grosso e com o comércio do gado vindo do Rio Grande do Sul
para abastecer a região mineira, o vale do Paraíba voltou
a ser passagem obrigatória.
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| Ainda faltava
um caminho por terra entre as Capitanias de São Paulo e do Rio
de Janeiro, que evitasse os riscos das viagens marítimas a partir
de Paraty. Os planos para sua execução começaram em 1725, mas
a estrada só seria concluída na década de 1770. Foi quando o
Capitão-Mor de Guaratinguetá, Manoel da Silva Reis, por ordem
de Martim Lopes Lobo de Saldanha, do Conselho de Sua Majestade,
abriu um caminho 'que compreende vinte e tantas léguas de sertão,
que ele fez romper pela serra da Bocaina e Paraíba. |
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Santa
Casa
de Misericórdia
Sua
construção começou em 1851, sendo concluída
20 anos mais tarde. Em 1889, sofreu as primeiras reformas:
foi cercado o cemitério e construída a capela
externa. É de relevante interesse arquitetônico,
possui nítidas características neoclássicas,
como o pátio interno, a fachada em U e as janelas
em arco pleno. Atualmente Prefeitura Municipal.
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Para povoar
aquelas terras e criar arranchamentos para comodidade e necessário
sustento dos viandantes daquele novo caminho', foramdoadas
sesmarias aos que haviam se empenhado na construção da estrada.Uma
dessas sesmarias, a do rio Bananal, foi destinada a João Barbosa
Camargo e sua mulher.
Em 1783, o
casal manda erigir em suas terras uma capelinha tosca, dedicada
ao Senhor Bom Jesus do Livramento. Em torno dela, cresceria
o povoado de Bananal.
O nome Bananal
seria uma corruptela da palavra indígena 'banani', que significa
'sinuoso'. O termo era usado pelos índios para designar o
traçado cheio de curvas do rio que passava por ali. Outra
versão para a origem do nome relaciona-se com os muitos bananais
que existiriam na região.
Na primeira
fase de ocupação do vale do Paraíba, predominava a lavoura
de subsistência com poucos excedentes para serem comercializados.
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A situação
começa a mudar a partir do início do século XIX, quando a
cultura do café, baseada nas grandes propriedades e no emprego
da mão-de-obra escrava, chega à região. As terras férteis
do vale e o clima propício para o café atrairiam grandes investimentos.
O capital necessário para a empreitada havia sido acumulado
graças ao incremento do comércio após a vinda de D. João VI
e a corte portuguesa para o Brasil, no início do século.
A princípio,
os lucros obtidos com o café eram aplicados na compra de mais
escravos e na ampliação da lavoura. A vida era austera e as
rústicas sedes das fazendas eram cercadas pelo terreiro de
café, oficinas e senzala.
Em 1836, o
segundo maior produtor de café da província de São Paulo era
Bananal, que concentrava boa parte dos fazendeiros mais ricos
do vale.
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Estação
da
Estrada de Ferro
Inaugurada
em 1º de janeiro de 1889, a Estação é
um prédio de construção metálica,
em placas de aço almofadadas e desmontáveis,
sendo a única do gênero na América Latina.
Foi importada da Bélgica pelos barões do café.
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Solar
Comendador Aguiar Valim
Com
16 portas que se abrem sobre uma sacada de gradil, ocupa
toda a face do Largo do Rosário (Praça Rubião
Júnior), data de 1855. Possui o sobrado, salão
de baile com coreto para orquestra; no qual, restam alguns
vestígios de pinturas de Villaronga. O Comendador
Aguiar Valim, abria seus salões para festas, recepcionando
altos dignatários do Império, entre outros,
o Conde D' Eu.
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Na
época do fim do tráfico de escravos, os fazendeiros começaram
a sofisticar seu modo de vida. As sedes de fazenda foram transformadas
em palacetes, decorados com móveis importados e afrescos de
pintores europeus nas paredes.
Aumentava
o número de escravos usados nos serviços domésticos. Para
as festas e passar as entressafras, sobrados luxuosos eram
erguidos nas cidades. Bananal chegou a ter duas bandas de
música formadas por escravos, especializadas em óperas européias.
Esta
mudança de hábitos foi influenciada pela presença da corte
portuguesa no Rio de Janeiro e mais tarde pela criação do
Império. O Brasil já não era mais uma colônia e a emergente
e poderosa aristocracia rural adotava o código de conduta,
a maneira de morar, se vestir e se expressar da corte francesa,
a mais influente da época.
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Em Bananal,
os 'barões do café' formavam a elite do Império. Com seu dinheiro,
depositado nos bancos de Londres, chegaram a avalizar empréstimos
feitos pelo Brasil para enfrentar a Guerra do Paraguai. Financiaram
a construção da Estrada de Ferro Ramal Bananalense - que passava
pelas fazendas mais ricas e iam até Barra Mansa, no Rio de
Janeiro - e trouxeram uma estação ferroviária inteira da Bélgica.
Por algum tempo, a cidade teve sua própria moeda. Um dos fazendeiros
mais poderosos da cidade, Manoel de Aguiar Vallim, dono da
fazenda Resgate, teria ao morrer, em 1878, apenas em apólices
da dívida pública, quase 1% de todo papel moeda emitido no
Brasil.
Mas o período
de prosperidade obtido com o chamado ouro verde não demorou
a chegar ao fim. No final do século, as terras começaram a
dar sinais de exaustão. A abertura da ferrovia Santos-Jundiaí
veio facilitar o escoamento da produção de pontos mais distantes
do litoral, propiciando a expansão da lavoura cafeeira no
oeste paulista.
A abolição
da escravatura, em 1888, enfraqueceu ainda mais a economia
da região. Os filhos dos grandes fazendeiros não conseguiriam
manter as fortunas herdadas dos pais. As pastagens para criação
de gado tomaram o lugar dos cafezais. No entanto, não seriam
capazes de restaurar o poder e a riqueza das famílias de Bananal
e de todo vale, mergulhadas em brigas por heranças e perdidas
na lembrança do período de glória. Na década de 50, mais um
golpe.
A abertura
da Via Dutra, rodovia ligando São Paulo ao Rio de Janeiro,
praticamente desativou a estrada dos tropeiros, que passava
por Bananal, além de Areias, Silveiras, Formoso e São José
do Barreiro. Todas elas se tornaram 'cidades mortas' - como
escreveu Monteiro Lobato, que morou em Areias e presenciou
a decadência da região.
Hoje, Bananal
procura se reerguer atraindo turistas, não só para conhecer
sua história de pompa e riqueza, cujos testemunhos são os
belos sobrados da cidade e os casarões de suas fazendas, como
também para desfrutar das belezas naturais da serra da Bocaina,
onde fica a maior reserva brasileira de mata atlântica.
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Igreja
Matriz
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Construída
em 1811 em estilo colonial, sua arquitetura é caracterizada
pela simplicidade de sua planta e fachada, destacase na
principal
praça
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da cidade. É didicada ao Senhor Bom Jesus do Livramento.
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Pharmácia
Popular

Prédio
apalacetado com extensa frente e terreno no qual funciona
(além de residência) a atual farmácia, antiga Farmácia Imperial.
Pertenceu ao Boticário Francês Tourin Domingos Monsier, casado
com Jeanne Poiane. Foi o primeiro farmacêutico da cidade.
A
farmácia e respectivo prédio pertenceu a Balkeriano José
da Costa e a sucessivos proprietários até chegar,
em 1922, às mãos do farmacêutico
Ernani Graças , pai do atual proprietário, Sr. Plínio Graças.O
primeiro acervo cultural farmacêutico do Brasil foi calcado
sob o patrimônio desta farmácia, que possui entre outras inúmeras
peças , potes de porcelana francesa, rótulos dourados à ouro,
cristais e instrumentos originais. Recebeu o prêmio da Fundação
Roberto Marinho como a mais antiga farmácia do Brasil em funcionamento.
Pharmácia Popular continua tão bem cuidada quanto antes, quando
abriu suas portas em 1830. Sofreu uma única reforma no final
do século XIX, ganhando traços neoclássicos. Inaugurada
como Pharmácia Imperial, mudou de nome em 1889, após o fim
da monarquia.
Valeriano
José da Costa,
dono
da farmácia naquela época,
seguiu
os conselhos dos
republicanos
e trocou
Imperial
por Popular. .
Os
balcões eram em pinho de Riga, ornados por ânforas de cristal,
contendo água colorida com anilina. O chão é todo revestido
com ladrilhos franceses.
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