|
|
Marcada
pela história do Império, a região da Serra
dos Órgãos representa um desafio para escaladores
dos maciços rochosos tropicais. A paisagem serrana, com nostálgico
apelo europeu, atraiu para lá poderosos de todos os tempos.
Hoje, suas montanhas são um chamariz para praticantes de
esportes da natureza. como o canyoning e o alpinismo.
|
| |
|
|
A
beleza da região serrana e sua aparência européia
impressionaram o imperador D. Pedro I. Ainda em meados do século
19, viajando por esses recantos em busca de apoio para seus ideais
de independência, estabeleceu ali uma forte ligação,
imortalizada na cidade imperial de Petrópolis. Na década
de 30, o então presidente Getúlio Vargas, influenciado
por amigos fazendeiros da região, tornou-se freqüentador
daquelas paragens e resolveu criar o terceiro parque nacional em
terras brasileiras.
Situado
próximo da cidade do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da
Serra dos Órgãos limita-se com municípios de
alta concentração populacional, o que representa uma
ameaça perene. Invasores e posseiros são os principais
riscos à sua sobrevivência, apesar do parque contar
com uma sede do Ibama, com um Centro de Visitantes e constante fiscalização.
|
| |
|
É
um circuito clássico de montanhismo que passa pela Pedra
do Sírio, o ponto mais alto do parque, terminando em Teresópolis.
|
| |
|
|
O parque
fica numa região muito bonita, montanhosa, coberta de mata,
com cachoeiras e trilhas para caminhadas. Tem boa infra-estrutura
e recebe muitos visitantes. Uma grande parte deles faz passeios
de apenas um dia, aproveitando para andar pelas trilhas e ver as
cachoeiras, mas a permanência pode também ser de quatro
a seis dias quando se faz a travessia Petrópolis-Teresópolis,
acampando.
(Armando
Carlos Galassini,
geógrafo e montanhista)
|
| |
|
|
|
|