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A
Petrópolis-Teresópolis é a trilha principal,
cortando o parque por 42 km. O percurso, que passa pela Pedra
do Sino e pelo Castelo do Açu, é feito de dois a
três dias de caminhada, com guias especializados. O mesmo
percurso reserva surpresas agradáveis e próximas,
como a Cachoeira do Véu de Noiva, com queda de 32 m e uma
das preferidas pelos praticantes de canyoning.
Um paredão radical de 24 m, na Pedra do Presidente, representa
um dos mais procurados desafios dos escaladores tradicionais.
A
subsede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos,
instalada no km 36 da Rodovia Rio-Petrópolis, é
o local onde estão as melhores piscinas naturais para banhos,
como o Poço Verde, e as trilhas mais moderadas. Conta como
monumentos históricos, como uma capela construída
em 1713 e um casarão do século 19. Antiga sede da
Fazenda Barreiras. Nessa velha construção, onde
D. Pedro II ficou hospedado, já funcionou o Museu Botânico
Von Martius, homenagem ao botânico que investigou espécies
vegetais na região. Desativado há oito anos, o antigo
museu passou a abrigar o Centro de Visitantes Von Martius, local
dedicado à educação ambiental. O parque também
tem área de camping e alojamento para grupos, que aceita
reservas com antecedência.
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Os roteiros
clássicos de escalada no parque pedem que o participante
esteja em boas condições físicas, pois é
preciso estar preparado para atravessar trechos de mata bem selvagem,
passar por dentro de rios e enfrentar frio, especialmente se a
época for de chuva. O melhor período é entre
maio e setembro. A Pedra do Sino, o Garrafão e o Dedo de
Deus são os mais procurados, apesar de exigir caminhada
longa, de dia inteiro, pode-se dizer que o Dedo de Deus é
tecnicamente fácil.
(Armando
Carlos Galassini, geógrafo e montanhista)
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