Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
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Areias de quartzo, muito finas e leves, nascem da ação combinada dos ventos, ondas e correntes marítimas, tecendo uma textura quase invisível e em eterno movimento na costa. Suas areias são finas como o talco, mas quando sopradas pelos fortes ventos alísios chegam a arder na pele. E desse balé de partículas minúsculas formam-se as dunas, ou morrarias, como são conhecida pelos nativos. Elas atingem até 20 m de altura, o equivalente a um edifício de cinco andares, moldando o cenário do único deserto brasileiro.

Os principais rios locais, o Preguiças e o Parnaíba, cavam o solo e conduzem as areias para o mar. Em seguida, elas são devolvidas ao litoral, num fenômeno repetido metodicamente há mais de dez milhões de anos.

Ao contrário dos outros desertos da Terra, o brasileiro é repleto de formas de vida. Vistas do céu, as alvas dunas revelam-se como lençóis espalhados ao sol, a secar. Em meio aos montes de areia, incontáveis espelhos d'água e lagoas abrigam muitos peixes, alimento predileto das aves marinhas.

Oásis pontilham as embocaduras dos cursos d'água, acrescentando, ao branco arenítico, o verde e o colorido dos cajueiros com suas flores ou frutos. A chuva é o segredo desse milagre: simplesmente porque nos Lençóis Maranhenses chove 300 vezes mais do que no deserto africano do Saara. Por isso, o solo é composto por depósitos aluvionares recentes, formado por cascalho, areia e argila.

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