Parque Nacional da Serra do Caparaó
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Parques Nacionais
 
Na encosta do lado do Espírito Santo, que recebe os ventos provenientes do mar, predomina a Mata Atlântica, já bastante alterada. Hoje, apesar de ser composta, principalmente, por vegetação secundária, ainda podem ser encontradas, em locais de difícil acesso, espécies como o pinheiro-bravo e o ameaçado muriqui - o maior macaco das Américas.

Quaresmeira (Tibouchina granulosa)

A Mata Atlântica possui a maior biodiversidade encontrada no país, sendo um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta.

Em Minas Gerais, a vegetação é mais densa, sem influência de ventos marinhos, e as matas cedem lugar aos campos em altitudes inferiores.

Nas vertentes mais baixas, sobressaem-se espécies como angicos, quaresmeiras, palmeiras, jequitibás, cedros, taquaras, samambaias e várias outras exclusivas desse ecossistema.

   
mata atlântica e campos de altitude
   

Campos de Altitude
Na Serra do Caparaó, como na maioria das áreas serranas, a vegetação modifica-se gradativamente, de acordo com a altitude. Nas partes mais baixas, a Mata Atlântica domina a paisagem, mas vai cedendo espaço à formação de campos, conforme a altitude aumenta.
No alto, a vegetação rupestre se distribui sobre as rochas aparentes. Dependendo da declividade, dos ventos, da insolação e da temperatura, os campos aparecem em altitudes distintas. A Mata Atlântica é uma floresta tropical úmida, com plantas de folhas largas e perenes. Os ventos úmidos provenientes do mar resfriam-se ao subir as encostas da serra, saturando o ar de vapor, que condensa e se transforma em chuva ou neblina, comuns nas partes mais elevadas. Está entre os ecossistemas de maior biodiversidade do mundo e possui várias espécies endêmicas (exclusivas desse ambiente). A vegetação, bastante estratificada, conta com um dossel - ou "teto", formado pela junção das copas -, alguns estrados intermediários, com árvores menores, e um mais baixo de plantas rasteiras. Os troncos das árvores são revestidos por grande quantidade de plantas que sobrem por eles ou se apóiam em busca de luz. Nas partes mais altas, os afloramentos rochosos não permitem o desenvolvimento de solos profundos, e os campos de altitude se desenvolvem. Árvores e arbustos vão sumindo com a altitude, cedendo espaço aos musgos, líquenes, bambuzinhos, bromélias e gramíneas. Sobrevivem as espécies adaptadas às condições de frio intenso, geada e formação de crostas de gelo.
   
fauna
   
Sua fauna, além de animais de pequeno porte comuns como o gambá, o tapeti, o chachorro-do-mato, o guaxinim e o gato-do-mato, quati, caxinguelê e espécies em extinção, como o mono-carvoeiro, conta com exemplares de onça-parda, jaguatirica e onça-pintada, paca... Entre as aves encontram-se o gavião-carijó, a siriema e o gavião.
Onça pintada
 

Muriqui ou mono-carvoeiro

O muriqui, ou mono-carvoeiro, vive exclusivamente na Mata Atlântica. Originalmente, era encontrado desde o sul da Bahia até o norte do Paraná, mas hoje está ameaçado de extinção e não é facilmente observado. As populações desapareceram principalmente devido à perda e à fragmentação de seu ambiente natural, e à caça. Os muriquis preferem viver em áreas florestadas entre 600 e 1.800 metros de altitude.

Vivem normalmente em grupos de até 25 macacos, mas viajam de uma área a outra em grupos menores.


Vale Verde
 

Mono-carvoeiro (brachyteles arachnoides)

Passam cerca de 1/3 se deslocando e outro terço se alimentando.

Sua alimentação é variada, mas a preferência é por frutos, flores e, principalmente, folhas. Como a maioria dos macacos, tem atividade diurna, Não é uma espécie territorial, mas pode tentar afastar observadores sacudindo galhos, pulando e até defecando.

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