montanhismo
 
     

O montanhismo pode ser definido como o ato de caminhar por montanhas ou qualquer lugar onde a única forma de acesso é através das nossas pernas. Ou ainda, como um esporte não competitivo que alia técnica e esforço físico na busca de prazer e bem estar, caminhando por montanhas. Seja lá qual a definição, o montanhismo é uma atividade que proporciona um contato íntimo com a natureza e, principalmente, com você mesmo.

O objetivo é alcançar o topo, usando as mais variadas técnicas de escalada, aliadas a conhecimentos sobre

navegação, meteorologia e primeiros socorros, além de disposição física e equilíbrio psicológico.

Dependendo da localização da montanha o montanhismo é também, chamado de andinismo (Cordilheira dos Andes), ou alpinismo (Alpes Europeus). No fundo, o intuito é o mesmo: superar limites e conquistar territórios.

Em algumas expedições, como para o Monte Everest (localizado a 8.850 m de altitude) ou D2, são necessários meses de preparação, muitos quilos de equipamentos e mantimentos, patrocínios generosos e muita, mas muita determinação e disciplina. O montanhismo engloba vários esportes de aventura, pois para se locomover em territórios montanhosos, muitas vezes se torna necessária a prática de atividades como canyoning, rapel, trekking e principalmente a escalada: alpina, esportiva, indoor, livre tradicional, artificial, boldering e big wall. Nesta última, o escalador chega a ficar dias pendurado na corda e usa um tipo de barraca suspensa, portaledge, para dormir.

Para encarar esse esporte é necessário ser determinado e ter espírito aventureiro, além de respeitar a natureza e o seu limite. Essas são qualidades que tem de estar dentro de cada praticante.

 

história

 

A procura pela montanha sempre fez parte da história do homem, na busca de abrigo, ou como nos dias atuais, por pura diversão religiosidade e aventura. O montanhismo nasceu nas Cordilheiras dos Alpes, na Europa, em 1492, quando Antoine de Vile, apesar das crenças e superstições que diziam existir, como dragões e seres alienígenas nas montanhas, escalou o Monte Aiguille, na França. Só quase 300 anos mais tarde, em 1744, ocorre a conquista do Monte Titlis, seguida dos Montes Buet, em 1779, e Velan, alguns anos mais tarde.

Porém, o marco do alpinismo moderno é, na verdade, datado de 8 de agosto de 1786, quando os franceses Michel Paccard e Jaques Balmat venceram o Mont Blanc, na Europa, com seus, até então magníficos, 4.807 m.

Em 1880, foi vencido o Chimborazo, nos Andes. 17 anos depois foi a vez do Aconcágua (maior pico das Américas, 6.959 m). O Kilimanjaro, na África, foi conquistado em 1889 e em 1913 foi escalado o Monte Mc Kinley (6.194 m), no Alasca.

O ponto mais alto da Terra, o Monte Everest (8.850 m) foi conquistado pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo nepalês Tensing Norkay, em 1953.

No Brasil

Os precursores do montanhismo no Brasil foram os bandeirantes, que, com a intenção de ampliar seus horizontes e desbravar o terreno desconhecido, encontraram pelo caminho picos e montanhas e tiveram de conquistá-los. Na escalada, um dos primeiros registros encontrados é a subida à Pedra da Gávea (842 m), no Rio de Janeiro, em 1828, seguida da escalada ao Pico das Agulhas Negras, em 1856. Em 1871, o Pão-de-Açúcar foi conquistado por ingleses e, logo em seguida, por alunos da antiga academia militar numa demonstração de grande patriotismo. Quase quarenta anos mais tarde, foi realizada a escalada que é considerada um marco na história do montanhismo brasileiro: a conquista do Dedo de Deus (1692 m), no ano de 1912.