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É
um esporte da categoria dos radicais, surgido no século passado,
por acaso, quando alguns espeleólogos contratados pelo governo francês,
liderados pelo explorador francês Edouard Alfred Martel, averiguavam
a existência de cavernas nos cânions dos Pirineus, uma cadeia de
montanhas que separa a Espanha da França, por entre rios e desfiladeiros.
Devido
à sua origem na espeleologia, combina suas técnicas
com as de escalada,
requerendo do praticante muitas habilidades e conhecimentos, como
rapel, natação
e espeleologia.
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Ancorado
a um ponto seguro, preso por um cabo, o canionista desce o leito
de um cânion, vencendo cachoeiras. É, na realidade, um rapel
nas paredes das cachoeiras.
Um
dos desafios encontrados neste esporte é a pressão d'água exercida
sobre a pessoa e, em alguns casos, a dificuldade em penetrá-la e
manter o equilíbrio.
As
técnicas do canyoning são as seguintes:
- Saltos
- de amplitudes variadas, pois dependem da altura da queda d'água
e da profundidade do poço.
- Tirolesa
ou cabo aéreo - o canionista, preso por uma cadeirinha e uma polia,
atravessa um vão deslizando por um cabo preso em duas ancoragens.
- Floating
- flutuando, o canionista se coloca a favor da correnteza,
deixando-se levar.
- Watertrek
- uma caminhada a favor da correnteza pelo leito do rio.
- Natação
- o canionista, usando a mochila como flutuador, nada nos trechos
mais profundos do rio
Recomenda-se que todos os equipamentos para a prática de esportes
radicais contenham o selo oficial da UIAA
- Union Internacionale d'Associations d'Alpinisme, entidade
internacional que realiza rigorosos testes de segurança em equipamentos
de escaladas.
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