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A RESPIRAÇÃO É MUITO IMPORTANTE para caminhar, e aprender uma técnica de respiração pode melhorar o seu desempenho ou mesmo vir a ser energética, aliviadora de tensão e até uma experiência espiritual.

A fim de ganharem mais resistência, energia e proporcionarem o menor gasto das forças vitais, os monges do Tibete, por volta de 2.000 a 2.500 anos a.C. aperfeiçoaram o sistema de respiração para utilizarem em suas tarefas diárias.

Como respiramos normalmente
Por natureza, inspiramos pelo nariz e expiramos pela boca, utilizando os pulmões. Muitas pessoas mantêm o estômago succionado para dentro, apertada e continuamente, dessa forma não se aproveitando da expansão da barriga com uma maior obtenção de ar a cada respiração. Como resultado, a maioria das pessoas respiram muito raso, usando somente os ombros/clavículas e a caixa das costelas para inflar e exalar.

Na respiração diafragmática,
o ar também entra pelo nariz e sai pela boca, porém fica uma parte de ar retida na porção inferior dos pulmões (cerca de 30%), parte esta geralmente não utilizada, pois a musculatura diafragmática os comprime, fazendo com que essa pequena área não seja aproveitada.

A respiração diafragmática traz inúmeros benefícios, dentre os quais os três principais são:

  • tornar possível o catatonismo (ficar em "estado de morto" por vários dias, onde o coração bate de 4 a uma vez por minuto);

  • retardar o processo de queima de oxigênio, desacelerando os batimento cardíaco e,

  • o mais importante, energizar o corpo, regularizando a força vital, formando assim, uma espécie de camada protetora, dificultando o contágio de doenças que debilitam o sistema imunológico.
    A respiração com o baixo ventre faz com que o oxigênio que entra se concentre, energizando esse local. Posteriormente essa energia é transferida para os demais órgãos do corpo, como o cérebro, coração, intestinos etc., regularizando e equilibrando os chacras de cada elemento.

Como respirar em meio a uma atividade física:
Sabemos que o diafragma é a musculatura interna que sustenta os órgãos da parte superior do corpo, como coração e pulmões. Assim sendo, ao inspirar, não se deve fazer os pulmões incharem. O ciclo da respiração deve iniciar na barriga. Empurrando a barriga para fora, fazendo-a crescer, força o diafragma para baixo, inflando automaticamente os pulmões (observe num bebê dormindo o movimento da barriga quando ele respira, num processo instintivo!). Em seguida, a caixa das costelas é expandida para entrar mais ar. Finalmente, os ombros e as clavículas são movidas para trás para trazer, no final um pequeno aumento no volume do pulmão toda vez que o ar entra.

Em síntese, quando respiramos normalmente, ao adentrar o ar nos pulmões elevamos o tórax e encolhemos a barriga. Na respiração diafragmática, o tórax não se eleva e a barriga se expande.

Exercite:

  • Inspire - expanda, empurre a base da barriga para fora, respirando o ar para dentro. Permita que suas costelas se "abram". Finalmente, coloque os ombros e as clavículas para traz.

  • Expire - primeiramente solte o ar do topo de seu tórax, em seguida da caixa de costelas e finalmente puxe o estômago e a base da barriga para as costas, contra a espinha.

Enquanto que a paradóxica respiração rasa o manterá vivo, ela se torna deficitária em situações onde você necessita de mais oxigênio, tal como enfrentar uma colina. Atletas de todos os tipos são treinados a respirar com suas barrigas para obterem uma inalação e exalação completas.

Para um bom aproveitamento do exercício, inicie a respiração progressivamente.

  • Parado: respiração calma.

  • Andando e correndo: uma inspirada a cada quatro passos e uma expirada a cada 3 passos.

Três itens são fundamentais:

  • quanto maior a velocidade que você caminha ou corre, maior a quantidade de respiração, no entanto, ela deverá permanecer calma;
  • A respiração diafragmática não serve como processo contínuo, e sim como meio alternativo para situações extremas;

  • a quantidade de ar que sai é maior que a do ar que entra, na proporção 40% inspira e 60 % expira, pois você irá aprender a reter mais oxigênio e exalar mais gás carbônico, contendo e diminuindo os batimentos cardíacos na atividade.

(Colaboração: Academia Nippaku Shobu-Kan Karate Goju-Ryu)

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