Serra dos Órgãos
julho 2001

Home

cadastre-se
calendário
cursos
empresas
escolas
fotos internacionais
fotos nacionais
namaste notícia
parques nacionais


   

Menu - Entrelinhas

Sob o frio intenso de julho, começamos a trilha da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. Não sabíamos, até então, por que caminhos passaríamos.

Márcia, já de cara, deixou de ser nossa mamãe, transformando-se em madastra, castigando-nos com o peso nas mochilas.

Milton, velho conhecido de Itatiaia, era um verdadeiro general dando ordens. Enquanto o Johnny, para não nos deixar morrer de sede, corria montanha acima, montanha abaixo, em busca de água.

Washington entrou no ônibus como caronista, mas não se safou de trabalhar. Experiente em montanhas e com carinha de moleque, ajudou-nos a suportar as duras escaladas.

Mas quem ganhou a taça foi o J. A., que não levou o saco de dormir e, por pouco, não virou picolé.

Osmar, tão calmo, sempre tinha uma palavra de ânimo. Mesmo nos trechos mais difíceis não dispensou uma boa piada.

E a Namaste agora tem uma novidade: o cinegrafista Jo, que o tempo todo carrega seu equipamento de filmagem, para registrar os melhores momentos da trilha. Porém, penso que ele vai nas viagens em busca de vídeo-cassetadas.

Sheila, tão magrinha, ficou com os ombros roxos, tamanho o peso das latas de atum dentro de sua mochila. A todo custo queria esvaziar as latas no café da manhã.

Enquanto isso, Lídia, nossa querida Magali, se mostrou solidária. Ofereceu-se para levar o atum da Sheila. Mas Márcia foi categórica com o seu não. E o medo de ficar sem o jantar?

Sílvia, tão meiguinha e quietinha, me conquistou. Até lhe ofereci ser minha nora. Mas ela não quis. Que pena.

Sandra, que faz parte do kit kids Namaste, fazia sua primeira trilha. Vejam só, ela começou pelo topo. Parabéns, Sandra.

Alexandre, o Grande, não teve jeito. Ralou o joelho numa rocha e ali deixou uma poça de sangue.

Desta vez ouvi a voz do Hélio. Ele tentava acalmar os nervos da Thaís, o que virou um bate-boca terrível, digno dos apaixonados. Mas a Thaís não deu o braço a torcer. Mandou o Hélio sumir da sua frente e se virou sozinha.

Iara fazia a Serra dos Órgãos como treinamento para o Nepal. Do modo como caminhou nem precisava. Era id direto ao Evereste.

Cris, agora "top" no mundo das trilhas, se fez de migué e levou uma mochila esmirrada. Mas o Milton não perdoou e socou lá dentro um monte de comida e até barraca. E a proibiu de mexer nas coisas até segunda ordem.

Maria Lúcia, leve como uma pluma, voava na frente de todos, já de banho tomado e toalha enrolada na cabeça, ficou inconformada por não conseguir um secador de cabelos.

Enfim, eu, Ema, mais uma vez consegui terminar a trilha sem precisar ser amarrada e carregada. E, como todos, feliz e preparada para enfrentar a próxima aventura da Namaste.

Ema de Moraes
Julho/2001.

     

Menu - Entrelinhas