Ilha do Mel

Home

cadastre-se
calendário
cursos
empresas
escolas
fotos internacionais
fotos nacionais
namaste notícia
parques nacionais

Menu - Entrelinhas

Ilha do Mel, paraíso ecológico, acolhe em seu interior mais um grupo namasteniano. Praia, mar, sol, voadeiras. Tudo sob os olhares perspicazes de meus espiões, que nada deixam escapar.

Neste feriado da Independência, Alécio partiu sem mamãe Márcia, sua montanha sagrada. Mesmo assim conseguiu fazer tudo direitinho, a não ser e certo momento da trilha que confundiu o Sul com o Norte. Teve um chilique com a Lucília, que gritava e corria atrás dele para ensinar-lhe o caminho certo. Berrava tanto que até as árvores encolhima seus galhos assustadas.

E mais uma de nosso Imperador das trilhas. Quase deu uns cascudos no barqueiro, que queria cobrar mais do que o preço combinado. Com raiva, o nativo começou a surfar sobre as ondas do mar, acabando com a valentia da Luísa. Tremendo e se agarrando no banco do barco molhado, ela rezava para chegar logo à praia.

Tan levou a namorada Ruth à tiracolo e uma mala de roupas para 30 dias de Europa. Apaixonados, não conseguiram curtir o romantismo da Ilha, porque sempre tinha alguém do lado para atrapalhar.

Sueli fazia tempo que não subia e descia montanhas com a namaste. Amiga da Maria José, ficou com ela no quarto. Maria José, sempre no mundo da lua, não parava de rir. E acabou dando vexame com fatos impróprios de serem narrados.

Graciela esbanjava bom-humor e alegria, como uma menininha de mãos dadas com seus amigos.

Daniela levou a filhota Carol. Mas a garotinha aprontou. Sonâmbula de sono a garotinha foi dormir e deixou mamãe trancada para fora do quarto. Daniela esmurrava a porta, agoniada. Até que alguém, com pena dela, arrumou-lhe um quarto extra. E sua amiga Renata, morre mas não perde fotos. Despencou de um tronco de árvore e se machucou toda para salvar sua magnífica máquina fotográfica.

Scheila, que desde de Machu Picchu é a preferida do Alécio, levou vantagem. Na voadeira, era a única escoltada, o que lhe dava a chance de não cair na água. Ah! Como é bom o calor humano.

Namaste ganhou gente nova. Marcelo, Marcos, Márcia e Alejandro. Marcos se encantou com tudo mas estava desconfiado da areia da praia. Onde quer que pusesse sua cadeira a areia o sugava.

Marcelo foi o show da viagem. Devido ao seu tamanho, era chamado de armário, por isso se transformou de guarda-costas, principalmente da Scheila. Ai de quem se aproximasse da garota. Só um acidente estragou seus prazeres. Para enfiar suas meias, sentou-se belo e formoso, sobre a tampa de uma caixa d'água, que não agüentou seu peso, fazendo-o cair na água e ficando só com as pernas de fora. Ralou-se todo, mas foi salvo pelas socorristas Luísa e Lucília. Assustou o pessoal todo, que até pensava ser aquilo uma tentativa de suicídio.

Márcia é uma dentista que ali estava para andar, brincar e descansar. Porém, ao conhecer Marcelo, não mediu esforços para conquista-lo. E ameaçava com seu boticão toda mulher que dele se aproximava. E ai de quem não a obedecesse, ela arrancava os dentes na marra.

Alejandro, uma figura a parte, que surgiu do nada. Ficou muito tempo só, observando tudo de olhos arregalados. De repente, como um pássaro que deixa a gaiola, botou pra quebrar. E de vigilante passou a vigiado.

Desse grupo também fez parte a uma cliente especial da Namaste. Ione, com quem tivemos o prazer de subir Agulhas Negras. Sempre muito quieta e na sua, de forma alguma queria pular a porteira. Tremia como uma gelatina, até que alguém a empurrou. E ela caiu nos braços do Marcelo e nele ficou grudada como se fosse uma gravata em seu pescoço. E a Márcia boticão teve uma crise de ciúme. Com sua voz bem fininha gritava para Ione desfazer, rapidamente, o nó do pescoço do Marcelão.

Ema
Setembro/2000.

     

Menu - Entrelinhas