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27 a 29 de julho de 2001 |
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Um ano de espera para a travessia da Juréia: saída de Peruíbe e chegada em Bom Jesus de Iguape. Botas nos pés, lanche nas mochilas. Namaste e seus filhos a postos. Descemos do ônibus debaixo de chuva grossa e um frio de tremer os ossos. Já perto do rio, que atravessaríamos de barco, o imprevisto acontece. Funcionários do Instituto Florestal cortam nossa frente e nos impedem de prosseguir caminho. Havia perigo demais no trajeto: o rio muito cheio e o mar lançando para o alto suas brancas e violentas ondas. Até as cobras saíram de seus esconderijos. Sem ter o que discutir, pois ordens são ordens, voltamos ao barracão de apoio. Cabeças baixas, o choro quase explodindo. Porém, sempre existe uma situação pior. Nosso micro-ônibus atola no barro da estrada. É necessário um trator gigante para nos tirar do apuro. Nosso querido motorista baba, espuma de raiva. Isso jamais aconteceu com ele. Nas ele mantém a fibra e a competência; mesmo com seus sapatos escorregadios, que mais lembravam sapatilhas de balé - motoristas também deviam usar botas - controla os passos para não se esborrachar na lama. Foi por pouco. Já recuperado do susto, lavou o ônibus, deixando-o impecável. Traumatizados, decidimos voltar para São Paulo. Não valia a pena curtir o frio de Peruíbe. Porém, como o destino é cruel, o sol nos pegou de surpresa já dentro do ônibus. A travessia ficou só na vontade. Quem sabe no próximo ano?! Ema |