Itaguaré - junho 2001
   

Menu - Entrelinhas

Pico do Itaguaré, ao sul de Minas Gerais, aconteceu num fim de semana de muito sol e gente nova. Entre risos e brincadeiras, a Namaste percorreu a mata densa, desvendando novos mistérios.

Na viagem, um grupo de jovens que nunca se aventuraram entre árvores e mato alto, cachoeiras e rapel. Grudaram no Fernando, o bonitão, e o transformaram em guarda-costas.

O ponto alto do passeio foi Cherrie, especialista em massagens orientais. Torceu o pescoço com torcicolo da Miriam e alegrou todo o ônibus dando receitas de bolachas recheadas que aumentam os desejos carnais.

Paulo, quietinho com seu chapéu de cangaceiro, mostrou sua força física ao quebrar a cama. Mal se deitou nela e foi para o chão; sendo aparado, graças a Deus, pelo colchão.

Thaís e Lídia, as pequenas japonesas. Tão pequenininhas que até receberam o codinome de kit kids. Mas o tamanho delas enganou a todos. Lídia revelou-se uma verdadeira Magali. Não conseguia falar, pois estava sempre com a boca cheia. Thaís, por sua vez, parecia uma capitã com sua voz de comando. Nem mochila ela carregou, para isso ela levou o marido Hélio, do qual, até hoje, a voz não ouvi.

E o Marco, também japonês e pequenininho, com pouco tempo de Namaste, é um cara fiel às amizades e um touro nas trilhas. Um verdadeiro montanhista, sempre pronto a estender a mão aos companheiros.

Emy, uma trilheira de categoria, enfrenta qualquer coisa, menos marimbondos. Sem parar de falar um segundo, não prestava atenção em nada. Parecia uma doida correndo montanha acima, montanha abaixo, tirando o Osmar do sério. E por falar em Osmar, "êta guia bão". Sempre solidário e com olhos de coruja, parecia um moleque, de bota e bermuda até os joelhos. Jamais deixava desaparecer o sorriso do rosto e em cada pedaço de montanha mostrava a vontade de querer ficar ali para sempre.

E o Johnny? Quase enlouqueceu com o sumiço da Luísa. Desesperado, subia nas pedras procurando avista-la. Mas Chapeuzinho Vermelho nem se tocava do perigo que corria ao ficar sozinha pela trilha, ladeada pelo mato alto. Não sei não, mas acho que o Johnny deu-lhe uns bons puxões de orelha.

Enquanto isso, a Ioiô não perdia tempo. Muito observadora, apontava sua máquina fotográfica para todos, a fim de conseguir imagens comprometedoras para, na próxima viagem, ter com o que chantagear os imprudentes.

E o Alécio? Como sempre, fora de órbita. Imaginem quem nos lê, que ele pulou da cama como uma lebre, batendo de porta em porta, acordando todo mundo pensando já estar atrasado. Só que ainda era madrugada. Ele nem percebeu que o céu ainda estava escuro e nem ouviu a Márcia chamá-lo, querendo avisar que só em seus sonhos era hora de levantar.

Márcia, nossa mamãe, também continua a mesma, tratando com paciência seus filhinhos namastenianos e encorajando-os a enfrentar as dificuldades sem medo.

Eu, Ema, agradeço a vocês todos por me proporcionarem material para deixar vivo, entre nós, os grandes momentos que sempre vivemos juntos.

Ema de Moraes
Junho/2001.

Home

cadastre-se
calendário
cursos
empresas
escolas
fotos internacionais
fotos nacionais
namaste notícia
parques nacionais

     

Menu - Entrelinhas