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Estou de volta às aventuras namasterianas, com saudades da natureza, ar puro e até das dores musculares. E também porque meus espiões andam desatentos. Penso até em demiti-los. Minha volta aconteceu com a Pedra do Baú e Ana Chata, onde conheci muita gente nova. Desta vez, o Alécio surpreendeu, náo confundindo esquerda e direita. Além de levar nosso lanche caprichado: dois sanduíiches e duas frutas para cada um. Johnny, 10 quilos mais magro de tanto andar, estava entre nós. Com seus olhos de coruja e jeito de meninão, mostrou-se atento a todos os nosos movimentos. Gladys, com cara e cabelos de anjinho, era a mais animada. Embora vermelha pelo sol (como um pimentão) e com protetor solar 50, foi a primeira a subir os ferros pregados como escada na Pedra do Baú. E com as perninhas balançando fora da rocha, fotografou todos nós enfrentando as alturas. Vânia é pau pra toda obra. Andar é com ela. Mas, quando viu o que teria que subir, ficou branca e transparente. Quase desistiu. O namoradl, Zé Luís, nem deu bola e correu escada acima, esperando que ela o alcançasse. Foi a heroína da subida, chegando ao topo do Baú sem perder a graça e a feminilidade. Zé Luís, tranquilo, mostrou coragem ao barrar nosso caminho, salvando-nos de uma cobra que, camuflada, preparava o bote sobre nós. Lucília, antiga companheira de trilhas, estava, a princípio, caladinha, lendo seus livros encantados, onde os anjos são os heróis. Mas, assim que começamos a andar, não fechou mais aboca e nem deixava Beto, o guia local, dar instruções. Outro Beto entre nós. Levou morro acima sua potente máquina fotográfica, para documentar a excitante paisagem vista da Ana Chata. Joani e Andrea estreavam a Namaste. Ela, baixinha, está se preparando para a travessia Petrópolis-Teresópolis, cujo grau de caminhada é incontável. Ele, quietinho, foi flagrado passando sundown na careca, para que esta não rachasse com o sol! Monica, esvoaçante, prometeu que na próxima vez, devará sua cachorra Saga. Apaixonada por bichos, queria dar seus lanches para os urubus gigantes e atrevidos, já de olho em nossa comida. Araci e Lídia não ouriram nossos apelos e preferiram ir ao topo da Ana Chata. Mas prometeram que na próxima subirão o Baú. Cansados, suados, cheirando a chuva e mato, regressamos a São Paulo, já programando outras viagens para o ano... Ema |
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